segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Crítica Musical - Rush

Após oito anos o RUSH esteve de volta ao Rio de Janeiro (10/10), para a realização da turnê Time Machine, em que o principal destaque é a execução do disco de maior sucesso comercial do grupo, o Moving Pictures, de 1980. Às 21h30 em ponto, os três telões, um no centro do palco e os outros nas laterais, começaram a exibir um filme curto que faz brincadeiras com a história da banda. No meio do diálogo aparece uma máquina do tempo e o personagem de Alex Lifeson aperta um botão vermelho por engano e o grupo é transportado para o futuro, o que é a deixa para os primeiros acordes de “The Spirit of Radio”, que faz o público incendiar a Praça da Apoteose.

Na sequência o grupo tocou os clássicos não muito tocados em shows “Time Stand Still” e “Presto”. No final desta última, Geddy Lee saudou o público em inglês. Na sequência, tocaram mais duas músicas que raramente aparecem no set list da banda, “Stick it Out” e a instrumental “Leave That Thing Alone”. Depois vieram 2 músicas do Snakes & Arrows , “Working Them Angels” e "Faithless”.

Em seguida, o Rush apresentou a música inédita “BU2B”, do novo disco Clockwork Angels, que será lançado em 2011. A música é pesada e teve como pano de fundo vários efeitos especiais do palco. Foi a deixa para a sequência da trinca de grandes clássicos que viria a seguir: “Freewill”, “Marathon” e “Subdivisions”, que voltaram a empolgar o público e que encerrou a primeira parte do show, após 1h10min do início da apresentação.

Antes de começar a tão aguardada segunda parte do show, em que seria executada na íntegra o disco Moving Pictures, um relógio com o ano de 1974, que fazia uma contagem até o ano de 1980. Quando o relógio chegou neste ano, as luzes se apagaram e mais um vídeo começou a ser exibido.

Depois do vídeo, o Rush entra no palco, começa a executar as primeiras notas de “Tom Sawyer” e levanta o público, que canta toda a letra da música, assim como acontece também no clássico seguinte “Red Barchetta”. Para incendiar de vez a Praça da Apoteose, vem em seguida a instrumental “YYZ”, que é entoada em coro pelo público. O hit “Limelight” vem em seguida, mantendo a empolgação tanto da banda quanto da platéia, o que também acontece nas três músicas “The Camera Eye”, “Witch Hunt” e “Vital Signs”.

Logo após a última música do clássico disco ser executada, o Rush tocou mais uma música nova, “Caravan”, que é uma música pesada e que teve a utilização de diversos efeitos especiais do palco, além de relógios e válvulas no telão. Agora é a vez de Alex Lifeson executar uma bela introdução para “Closer to the Heart”, do disco A Farewell to Kings. As duas músicas que encerraram a segunda parte do show foram “2112 – Overture / Temple of Syrinx” e “Far Cry”.

Geddy Lee chegou a se despedir do público, mas ainda faltavam mais duas canções, a épica e instrumental “La Villa Strangiato” e “Working Man”, que começou diferente da versão de estúdio, com uma levada reggae, para depois obter mais peso nos instrumentos e ter a levada Hard Rock original. No final, um vídeo com os atores Paul Rudd e Jason Segel, do filme “Eu Te Amo, Cara” (2009), em que eles interpretam dois grandes fãs do Rush. Após quase três horas de show com 24 músicas, o público carioca saiu da Praça da Apoteose feliz e com a certeza de ter presenciado um dos melhores shows de rock da atualidade.

Parte 1
1. The Spirit of Radio
2. Time Stand Still
3. Presto
4. Stick It Out
5. Workin' Them Angels
6. Leave That Thing Alone
7. Faithless
8. BU2B
9. Freewill
10. Marathon
11. Subdivisions

Parte 2
12. Tom Sawyer
13. Red Barchetta
14. YYZ
15. Limelight
16. The Camera Eye
17. Witch Hunt
18. Vital Signs
19. Caravan
20. Love 4 Sale (Solo Neil Peart)
21. Closer to the Heart
22. 2112 Overture / Temples of Syrinx
23. Far Cry

Bis
24. La Villa Strangiato
25. Working Man