sábado, 14 de março de 2009

CineCrítica - Operação Valquíria

Opa, posso ouvir Cruise falando em alemão. Não acredito, que fo....ah não, deixa. Vai ser tudo em inglês mesmo. Ia dar muito trabalho se geral tivesse que aprender alemão para a produção. Afinal de contas, Bryan Singer não é nenhum Mel Gibson.

A Segunda-Guerra é de fato um assunto que fascina. E o filme sério dirigido por Singer (X-Men 1 e 2, Superman Returns) cumpre o papel de recriar o ambiente da tentativa de assassinato do Führer em junho de 1944. Uma das quize tentativas, sem sucesso por sinal (duh). Tom Cruise, o Coronel Claus von Stauffenberg, com, apenas, três dedos (seis a menos que Lula, rs) comandou toda a missão, que chega a dar pena, de nao ter sido completada. Só no time dos conspiradores tem alguns feras incluindo Kenneth Branagh como o ágil General Henning von Treschkow, e Terence Stamp como o honroso Ludwig Beck. Além do "fiél" General Friedrich Fromm, interpretado por Tom Wilkinson. Este foi o terceiro trabalho sobre a história de Stauffenberg, sendo as duas últimas produções alemãs.

Amarrado, dinâmico e cheio de linhas proferidas por personagens de diversas patentes. Não espere uma película sobre a guerra, mas uma trama envolvendo tentativa de assassinato e golpe de estado (apesar de admitir que só de ver e ouvir os exércitos serem reunidos já dá aquela ânsia de guerra ahhh). Basicamente, os conflitos internos alemães se baseiam em uma jornada próxima de atos diplomáticos e com manipulação, tentando alcançar a beira do bom senso para a "Sacred Germany". E não é que o próprio Hitler aparece, ainda sim, prefiro a versão germânica de "A Queda - As Últimas Horas de Hitler". Pareceu-me mais autêntico à figura de Adolf.

sábado, 7 de março de 2009

CineCrítica - Quem Quer Ser um Milionário?

Máá oiiiii! Quem quer dinheiro? Você está certo disso? Sim, resposta D: o grande vencedor "Quem Quer Ser um Milionário?" levou 8 oscars e arrebatou mais de dez premiações. Será teoria da conspiração? O Caminho das Índias? Que nada. A (mafiosa) academia indicou produções inapropriadas para competir com o filme que nem é lá "desgraceiro" de verdade.

Digo que mereceu os prêmios de Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Edição e Melhor Fotografia. Explico: uma jornada dinâmica e emocionante que tem como cenário pontos turísticos como o Taj Mahal. Ângulos bem trabalhados de uma câmera que teve momentos que não parava quieta. Tudo bem encaixado, amarrado, uma história de amor de desenrolar leve e dramático. Personagens simples mas não simplistas, o "favelado" Jamal K. Malik (Dev Patel), o irmão mais velho, o líder e mandante Salim, e a companheira, amiga e amada Latika. Trio que cresce e aparece diante das câmeras em três gerações.

Uma união mais que oficial da maior produtora cinematográfica do mundo, Bollywood, com Hollywood. Produção norteamericana com cara de indiana, e uma dancinha afiada nos créditos. Bravo!

segunda-feira, 2 de março de 2009

Selo Laranja

Selo indicado pelo colega blogueiro Renan Barreto do blog http://melhoropiniao.blogspot.com/.

Regras

1- Exiba a imagem do selo “Laranja” que vc acabou de ganhar!
2- Poste o link do blog que te indicou.
3- Indique quantos blogs você quiser que você considera criativo.
4- Escrever 4 formas que você usa para expressar sua criatividade.


Meus blogs indicados:

http://brasilstation.blogspot.com/

http://alemdolide.blogspot.com/

http://mentecuca.blogspot.com/

Criatividade a solta:

Quando escrevo o que penso, quando crio um personagem, quando faço um brainstorm com o pessoal, ou na hora de expressar-me visualmente com uma câmera.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

CineCrítica - Dúvida

Perdoe-me padre, pois eu tenho dúvidas! Como definir as interações dramáticas entre o respeitável padre Brendan Flynn (Philip Seymour Hoffman) e a irmã Aloysius Beauvier (Meryl Streep)? Indicada (poderia ter sido premiada)! Sim, os dois atores foram indicados pela academia nas categorias de Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Atriz. Quem torceu pela premiação só ficou na vontade. Valeram as cinco indicações, iai! rs

Mas voltando ao filme...

"Dúvida" é um filme de história simples, mas que cresce de forma complexa e elaborada, tudo graças ao diretor e escritor John Patrick Shanley, que também escreveu a peça de mesmo nome. A idéia de produzir algo para o cinema tinha realmente tudo para dar certo, em 2005, a composição dramática levou o prêmio Pulitzer de drama.

Uma guerra entre um padre e uma freira, em que, abaixo dos "tiros", fica agachada a religiosa professora, a irmã James, interpretada por Amy Adams, que reza em seu canto, esperando um cessar fogo. Bem diferente de seu papel na comédia musical "Encantada", como a princesa alegre e incansável Giselle. A atriz também foi indicada na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante, fazendo concorrência com uma outra atriz do mesmo filme, Viola Davis, que interpretou a mãe do coroinha Donald Miller (Joseph Foster).

Palmas também para a tensão e dinamicidade dos diálogos do já conhecido Seymour Hoffman e Streep que dispensa comentários (foi agraciada pela academia apenas duas vezes em duas categorias). Apesar de ser um drama, não irão cair lágrimas de seus olhos ao assisti-lo. Não há desgraças, somente uma dúvida que se baseia na mais firme certeza.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

CineCrítica - O curioso caso de Benjamin Button

O Curioso Caso de Benjamin Button, dirigido por David Finch, é a mais nova tentativa bem-sucedida de toda a sua brilhante cinematografia. Trata-se de uma bela fábula; Benjamin Button nasce velho, às portas da morte e doente. No entanto, a cada minuto ele rejuvenesce, numa dramática inversão do ciclo da vida.

No início o filme assombra pelos efeitos. É inacreditável ver o “velho bebê” ou “bebê velho” (como queiram), abandonado na escada de um asilo, com o rosto enrugado de Brad Pitt. Conforme Benjamin começa a balbuciar suas primeiras palavras e levanta-se com o auxílio de muletas, vamos nos acostumando com o corpo senil do personagem, criado através de computação gráfica e efeitos práticos de maquiagem. Enfim, quando Button está pronto para explorar o mundo lá fora estamos dispostos a acompanhá-lo.

O filme parte de uma premissa estranha que dá lugar a uma meditação sobre a mortalidade, a passagem do tempo e o amor, em uma bem amarrada sucessão de eventos históricos vividos pelo protagonista, o que já foi bem explorado em filmes como Forrest Gump.