domingo, 17 de julho de 2011

CineCrítica - X-Men Primeira Classe

X-Men - Primeira Classe veio assim sem muito alarde, mas acho que merece o título de melhor filme dos X-Men já produzido. Ao longo da sua produção surgiu uma avalanche de críticas por não conter os personagens favoritos da galera. Outro ato falho foi um marketing no mínimo curioso: posters feios e teasers que mostram bastante coisa do filme, o que eu particularmente detesto, pois estraga a surpresa.

Com atuações inspiradas de James McAvoy e Michael Fassbender que interpretaram os personagens Xavier e Magneto, respectivamente, os atores comandaram o filme. Relembrando que Stan Lee quando criou Xavier e Magneto inspirou-se livremente nos debates ideológicos da época de Martin Luther King e Malcolm X pelos direitos dos negros. Por causa disso mesmo, esse idealismo não poderia estar de fora desse filme.

A primeira classe está no filme apenas para servir como entretenimento descontraído com piadinhas e para as cenas de ação. A exceção do "grupelho" é Mística, que é uma transmorfa, mas possui uma aparência real hedionda - escamosa e com olhos amarelos. Dada a natureza tranformadora de seu poder, ela consegue esconder sua forma verdadeira do resto do mundo. Mas como alcançar seu potencial se você vive sua vida concentrando-se em ser alguém que não é?

O personagem de Kevin Bacon, o mutante vilão Sebastian Shaw, é uma grande homenagem ao excêntrico, ao cafona, ao CAMP. Tudo que o cerca é exagerado: seus aliados, sua base, seus veículos e o seu poder. O vilão, cercado de excentricidades dignas dos personagens que davam trabalho a James Bond traz o elemento indispensável a qualquer filme de quadrinhos que se preze: um bandido sacana e playboy com um plano maligno mirabolante de dominação/destruição global.

Sendo assim, o filme traz uma união improvável: Bryan Singer (produtor e roteirista) que dirigiu os dois primeiros X-Men e Matthew Vaughn (diretor), de Kick-Ass. Nunca imaginei que razão e a emoção poderiam se entender tão bem em um blockbuster. As questões filosóficas e as piadas e as cenas de ação foram dessa forma muito bem dosadas e fizeram desse filme a grande surpresa das férias.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Crítica musical - Alice Cooper


Texto produzido por Mário Mendes.

No dia 3 de junho de 2011 terminou a mini-turnê de Alice Cooper no Brasil. Foi um excelente show do lendário cantor de rock, de 63 anos, que veio ao Brasil pela primeira vez em 1974.

Em plena forma tia Alice faz retrospectiva da carreira, apresentando uma música nova: “I´ll bite your face off”. Com um set list recheado de clássicos, Alice Cooper abre a apresentação com garras de aranha e a tradicional maquiagem ao som de “The Black widow”, soltando faíscas das mãos. Na sequência, surgem a pesada música “Brutal planet” e o clássico “I´m eighteen”.

O cenário da turnê “No more Mr. Nice Guy – The original evil returns” usa elementos da turnê anterior, do álbum Along came a spider, de 2008. A banda é formada pelos guitarristas Tommy Henrik, Damon Johnson e o experiente Steve Hunter (que foi guitarrista de Alice Cooper nos anos 70), o baixista Chuck Garrick (ex-Dio) e Glen Sobel na bateria.

Depois de “Under my wheels”, e após distribuir dinheiro espetado numa espada em “Billion dollar babies”, a clássica “No more Mr. Nice Guy” empolga o público, que canta junto. A música “Hey stoopid” volta a marcar presença no set list de Alice Cooper, para a alegria dos fãs do álbum Hey stoopid, de 91. Após “Is it my body”, “Halo of flies” é reproduzida com riqueza de detalhes instrumentais e um bom solo de bateria.

No momento da nova música, Alice Cooper está com uma camisa onde se lê “new song”, a nova música se chama “I´ll bite your face off”, um rock´n´roll animado no melhor estilo Stones. Outros momentos de destaque no show são quando tia Alice usa e abusa de seu potencial teatral; ele canta “Only women bleed” e “Cold Ethyl” contracenado com uma boneca, e em “Feed my Frankenstein” surge um Frankenstein gigante de quatro metros no melhor estilo Eddie do Iron Maiden. Um dos momentos mais empolgantes do show é quando é tocado o hit “Poison”.

Ao som de “Killer” surge a guilhotina; Após “perder a cabeça” Alice Cooper canta o grande clássico “School´s out”, em clima de festa, e é quando surgem balões gigantes que tia Alice estoura com a espada para logo em seguida fazer uma bem sacada citação de “Another brick in the wall”, do Pink Floyd.

Tia Alice reaparece com a bandeira do Brasil e uma camisa da seleção brasileira com o número 18 de “I´m eighteen” escrita Cooper, que vem por baixo do figurino de político em “Elected”. No final, ele faz reverência ao grande nome da guitarra Jimi Hendrix, cantando “Fire”. É o fim do ótimo show do grande mestre do rock teatral.


Set list:
1- The Black Widow
2- Brutal Planet
3- I’m Eighteen
4- Under My Wheels
5- Billion Dollar Babies
6- No More Mr. Nice Guy
7- Hey Stoopid
8- Is It My Body
9- Halo of Flies
10- I’ll Bite Your Face Off
11- Muscle of Love
12- Only Women Bleed
13- Cold Ethyl
14- Feed My Frankenstein
15- Clones (We’re All)
16- Poison
17- Wicked Young Man
18- Killer/I Love the Dead
19- School’s Out
Bis
20- Elected
21- Fire

domingo, 29 de maio de 2011

CineCrítica - Thor

Fãs do universo Marvel nos quadrinhos e nas telas de cinema alegrem-se. O último lançamento do tipo: Thor é o filme que vocês com certeza estavam esperando. O universo científico já bastante explorado nos outros filmes (e representado por Homem de Ferro e Hulk) sai de cena para dar lugar a um lado mais místico e sobrenatural.

Era necessária essa mudança já que nesse filme falamos de asgardianos, seres imortais de outra dimensão, que foram confundidos com deuses pelos vikings, iniciando a mitologia nórdica.

Thor, o príncipe desse povo é um jovem impetuoso, tolo e arrogante, cujas ações rompem a trégua dos asgardianos tinham com os Gigantes de Gelo. Banido para a Terra por Odin, seu pai, ele precisa aprender lições de humildade se quiser tornar-se digno de brandir o martelo Mjolnir e recuperar seu poder imortal, bem como o direito ao trono que perdeu por suas tolices.

Quanto a cenários e fotografia do filme só digo uma coisa: espetacular. Asgard com toda sua riqueza e opulência foi muito bem retratada. A morada dos asgardianos, enche os olhos, assim como a cultura desse povo. Figurinos, o design da cidade, a iluminação e as cores, é tudo impressionante, especialmente para quem cresceu lendo os quadrinhos.

Chris Hemsworth, protagonista e praticamente desconhecido, surpreende ao dominar com segurança as suas cenas. Ele conseguiu passar muito bem a confiança e arrogância do Thor inicial. O intérprete de Loki, Tom Hiddleston, era outro desconhecido que saiu-se muito bem, dissimulado em alguns momentos e surtado em outros, um Loki perfeito. Sendo ele mesmo, Anthony Hopkins é Odin e ponto final.

O diretor Kenneth Branagh fez um trabalho impecável, inclusive nas cenas de ação, com as quais não tinha muita experiência, visto que sua verve é “shakespeareana” e teatral. Realmente vemos aqui batalhas emocionantes, à altura das maiores aventuras do personagem nas páginas dos quadrinhos.

O ponto fraco do filme fica para algumas das cenas rodadas na Terra, com piadas completamente desnecessárias sendo proferidas por personagens menores do filme. Outra coisa que me encucou foi a rapidez com que Thor aprendeu a lição e se tornou uma pessoa melhor bem como se apaixonou pela Drª Jane Foster, interpretada pela Natalie Portman. Bem mas piadas e romance eram necessários para deixar o filme masi palatável para o público.

Por fim, que venha o filme dos Vingadores, o caminho natural que os filmes da Marvel Studios estão arquitetando. Onde a pancadaria vai rolar solta, sem dúvida. Avante Vingadores ou Avengers assemble!

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Crítica Musical - Ozzy


Essa é a quarta vez que o roqueiro Ozzy Osbourne vem ao Brasil, engraçado que nem faz tanto tempo da última vinda do Madman: 2008. A primeira foi no lendário Rock in Rio de 1985 e a segunda foi em 1995 no Monsters of Rock. Inesperadamente, Ozzy anuncia uma turnê sul-americana e toca no Citibank Hall no Rio de Janeiro. A turnê visa a promoção do novo CD Scream de 2010.

Ozzy como sempre anima o público, jogando vários baldes de água na galera e também s e utilizando de uma mangueira para refrescar o público. A primeira música do setlist foi “Bark at the moon”, um clássico da carreira do Príncipe das Trevas que empolgou a platéia. Depois o Madman tocou a nova “Let me hear you scream”, que realmente tem tudo para ser cantada em muitas outras turnês do cantor.

Após essa música houve um dos momentos mais emocionantes da noite com “Mr Crowley”. O estádio realmente pulsou com essa música. O show continuou com “I don’t know”, um hit adorado por Ozzy e seus seguidores. Há uma pequena pausa, como se Ozzy dissesse: "Let´s play some Black Sabbath". A música escolhida é "Fairies wear boots", em que a banda zoava skinheads que deram porrada neles.

Depois veio a longa "Suicide solution" que é um dos xodós de Ozzy e sempre é cantada. A linda homenagem a morte do amigo e guitarrista Randy Roads, “Road to nowhere”, emocionou a muitos na platéia. O público depois trata de se agitar, pois é a vez de “War Pigs”, super clássico do Sabbath. Um som oitentista muito foda "Shot in the dark" foi escolhido para ser a grande surpresa do set. Ozzy aproveitou par beber água quando a banda tocou a instrumental do Sabbath "Rat Salad".

Depois da "jam" mais Black Sabbath com “Iron Man” na trilha de sucesso que o filme homônimo gerou, que conta com a música na trilha sonora, além de já ter gerado uma seqüencia. Depois o rockstar emendou com “I don’t want change the world”, música com temática bem individualista. ”. O show segue com “Crazy Train”, sendo que essa música ,talvez seja, o maior sucesso da carreira solo de Ozzy.

Na volta para o bis a banda toca a balada clássica “Mama, I’m coming home” e o fecha o show com “Paranoid”, que sempre fecha os shows do Príncipe das Trevas. Nota importante: os insistentes pedidos da platéia não comoveram a banda que clamavam por "No more tears", sucesso da década de 90.

Setlist
1. Bark At The Moon
2. Let Me Hear You Scream
3. Mr. Crowley
4. I Don't Know
5. Fairies Wear Boots (BLACK SABBATH)
6. Suicide Solution
7. Road To Nowhere
8. War Pigs (BLACK SABBATH)
9. Shot In The Dark
10. Rat Salad (BLACK SABBATH)
11. Iron Man (BLACK SABBATH)
12. I Don't Want To Change The World
13. Crazy Train
14. Mama I'm Coming Home
15. Paranoid (BLACK SABBATH)

segunda-feira, 4 de abril de 2011

CineCrítica - Sucker Punch

Loucura? Não exatamente, o que muitos críticos vêm falando sobre o filme "Sucker Punch" não bate com a história. Em Cine & Crítica, tentamos não escrever sinopses, portanto não tocarei muito no enredo para explicar.

A película em si lembra algo como um clipe musical moderno e com paisagens muito fascinantes, tanto nas cenas de ação quanto nas mais brandas. A verdade é que o elenco de mulheres que se apresentam como heroínas é belo em cada unidade. Rostinhos bonitos segurando armas de fogo num estilo meio jogos eletrônicos (d)e rpg foram o contraste, ainda assim, dá a impressão de reprise. Talvez o público-alvo principal seja mesmo os nerds.

Zack Snyder é experiente e sabe o timing exato em que deseja expor tal cena, tal ator, de tal forma. A fotografia é bem humana, nervosa e abilidosa quando a violência pega, tranquíla quando correm os diálogos.

Qualidade da sala de cinema a parte, "Sucker Punch" passou meio batido por contar histórias com elementos que já se viu por aí antes. No que se disse sobre a loucura, loucos são aqueles que passam por experiências parecidas e ficam calmos, sem traumas. O "mundo surreal" criado por Baby Doll (Emily Browning) e Snyder funciona como a mais pura válvula de escape, para a personagem e até para o expectador, talvez, por isso, caia sobre uma mensagem de motivação ao final.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Crítica Musical - Rush

Após oito anos o RUSH esteve de volta ao Rio de Janeiro (10/10), para a realização da turnê Time Machine, em que o principal destaque é a execução do disco de maior sucesso comercial do grupo, o Moving Pictures, de 1980. Às 21h30 em ponto, os três telões, um no centro do palco e os outros nas laterais, começaram a exibir um filme curto que faz brincadeiras com a história da banda. No meio do diálogo aparece uma máquina do tempo e o personagem de Alex Lifeson aperta um botão vermelho por engano e o grupo é transportado para o futuro, o que é a deixa para os primeiros acordes de “The Spirit of Radio”, que faz o público incendiar a Praça da Apoteose.

Na sequência o grupo tocou os clássicos não muito tocados em shows “Time Stand Still” e “Presto”. No final desta última, Geddy Lee saudou o público em inglês. Na sequência, tocaram mais duas músicas que raramente aparecem no set list da banda, “Stick it Out” e a instrumental “Leave That Thing Alone”. Depois vieram 2 músicas do Snakes & Arrows , “Working Them Angels” e "Faithless”.

Em seguida, o Rush apresentou a música inédita “BU2B”, do novo disco Clockwork Angels, que será lançado em 2011. A música é pesada e teve como pano de fundo vários efeitos especiais do palco. Foi a deixa para a sequência da trinca de grandes clássicos que viria a seguir: “Freewill”, “Marathon” e “Subdivisions”, que voltaram a empolgar o público e que encerrou a primeira parte do show, após 1h10min do início da apresentação.

Antes de começar a tão aguardada segunda parte do show, em que seria executada na íntegra o disco Moving Pictures, um relógio com o ano de 1974, que fazia uma contagem até o ano de 1980. Quando o relógio chegou neste ano, as luzes se apagaram e mais um vídeo começou a ser exibido.

Depois do vídeo, o Rush entra no palco, começa a executar as primeiras notas de “Tom Sawyer” e levanta o público, que canta toda a letra da música, assim como acontece também no clássico seguinte “Red Barchetta”. Para incendiar de vez a Praça da Apoteose, vem em seguida a instrumental “YYZ”, que é entoada em coro pelo público. O hit “Limelight” vem em seguida, mantendo a empolgação tanto da banda quanto da platéia, o que também acontece nas três músicas “The Camera Eye”, “Witch Hunt” e “Vital Signs”.

Logo após a última música do clássico disco ser executada, o Rush tocou mais uma música nova, “Caravan”, que é uma música pesada e que teve a utilização de diversos efeitos especiais do palco, além de relógios e válvulas no telão. Agora é a vez de Alex Lifeson executar uma bela introdução para “Closer to the Heart”, do disco A Farewell to Kings. As duas músicas que encerraram a segunda parte do show foram “2112 – Overture / Temple of Syrinx” e “Far Cry”.

Geddy Lee chegou a se despedir do público, mas ainda faltavam mais duas canções, a épica e instrumental “La Villa Strangiato” e “Working Man”, que começou diferente da versão de estúdio, com uma levada reggae, para depois obter mais peso nos instrumentos e ter a levada Hard Rock original. No final, um vídeo com os atores Paul Rudd e Jason Segel, do filme “Eu Te Amo, Cara” (2009), em que eles interpretam dois grandes fãs do Rush. Após quase três horas de show com 24 músicas, o público carioca saiu da Praça da Apoteose feliz e com a certeza de ter presenciado um dos melhores shows de rock da atualidade.

Parte 1
1. The Spirit of Radio
2. Time Stand Still
3. Presto
4. Stick It Out
5. Workin' Them Angels
6. Leave That Thing Alone
7. Faithless
8. BU2B
9. Freewill
10. Marathon
11. Subdivisions

Parte 2
12. Tom Sawyer
13. Red Barchetta
14. YYZ
15. Limelight
16. The Camera Eye
17. Witch Hunt
18. Vital Signs
19. Caravan
20. Love 4 Sale (Solo Neil Peart)
21. Closer to the Heart
22. 2112 Overture / Temples of Syrinx
23. Far Cry

Bis
24. La Villa Strangiato
25. Working Man

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Crítica Musical - Bon Jovi

A Apoteose ficou lotada de fãs para assistir ao show do Bon Jovi. A banda fez uma boa apresentação, o que destoou foi ter sido um dos menores setlist da América Latina. Faltaram esses clássicos “Blood on blood”, “Have a nice day”, “Blaze of glory” e “Bed of roses”. E como eu sou muito fã faltaram também: “Misunderstood”, “In and out love”, “Never say goodbye”, “Lay your hands on me” e “I’ll be there for you”. Seria facilmente o melhor setlist da turnê, mas acredito que nem nos States eles cantaram todas essas músicas.

Bastante carismático, conseguiu fazer a platéia cheia de lindas meninas ficarem histéricas. O sortudo Bon Jovi cantou muito e mostrou que não esqueceu como se toca. Outra estrela da noite foi o guitarrista Richie Sambora, foi um verdadeiro guitar hero, além de se arriscar nos vocais de “Homebound train”. Apesar do repertório do Rio ter sido a menor da turnê sul-americana, a apresentação da banda foi perfeita, o som estava excelente, a produção e a organização estavam ótimas.

O clássico “You Give Love a Bad Name” fez a Apoteose inteira pular. Outras músicas que se destacaram no show foi a balada “Always”, que embalou os casais e a “Living On a Prayer”, que no telão mostrou um vídeo onde vários fãs cantavam a música. Os clássicos oitentistas também deixaram a festa mais bonita: “Born to be my babe”, “Runaway”, “Bad medicine” e “Wanted dead or alive”. Das músicas dos anos 90 se destacaram: “Keep the faith”, “It’s my life” e “These days”.

1. Lost Highway
2. We Weren’t Born to Follow
3. You Give Love a Bad Name
4. Born to be my Baby
5. Superman Tonight
6. The Radio Saved my Life Tonight
7. Just Older
8. Runaway
9. It’s my Life
10. Bad Medicine ~ Roadhouse Road (The Doors cover)
11. Homebound Train (Richie Vocais)
12. What Do You Got?
13. Always
14. Happy Now
15. Thorn in My Side
16. Someday I’ll be Saturday Night
17. Who Says You Can’t Go Home
18. Loves the Only Rule
19. Keep the Faith Bis
20. Wanted Dead or Alive
21. Livin’ on a Prayer
22. These Days

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

CineCrítica - Scott Pilgrim Vs The World Movie

Estava esperando esse filme desde a confirmação da exibição do mesmo no Festival do Rio. Logo, a expectativa estava lá em cima, principalmente, pois disseram que Scott Pilgrim roubou a cena na última Comic - Con.

Devo dizer que em relação à parte séria do filme, antes dos efeitos tomarem conta, me surpreendeu muito não esperava que fosse ficar tão engraçado. Agora, na hora das lutas acho que eu esperava um pouco mais, talvez fazê-las como eram nos jogos clássicos e não nos moderninhos atuais.

O logo da Universal Pictures apareceu animado em 8 bits, com música de sintetizador acompanhando e isso foi muito legal. O filme acompanha muito de perto a HQ independente, além de ser mais do que uma simples homenagem aos videogames do passado, colocando na tela onomatopéias e outros grafismos extraídos dos quadrinhos.

A trilha empolgadíssima de Beck contando a história do sujeito sem-noção, desconectado com seus sentimentos e que, depois de um rompimento doloroso, acaba magoando todas as garotas com quem inicia relações, realmente funcionou na telona. No saldo foi um ótimo entretenimento assistir Michael Cera mandando ver na guitarra.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

CineCrítica - Kick Ass


O filme de estréia do britânico Matthew Vaughn como diretor traz a jornada do herói enquanto penitência. Se a idéia é dar ao personagem uma consciência do que é ser herói, antes de tudo é preciso olhar para si mesmo.

Quando Dave Lizewski veste o uniforme pela primeira vez, ainda é um espectador (uma crítica ao narcisismo dos tempos modernos ou viagem minha?). Já na cena, em que se olha no espelho para medir o olho roxo e o sangue na boca, vira de fato o protagonista de sua própria história.

Vaughn estende essa maneira frontal de encarar as coisas a diversas outras situações. A mediação entre espectadores e espetáculo é questão importante do filme. A defesa do latino espancado é mediada pelo YouTube, o ataque de Big Daddy ao galpão é visto pela câmera de vigilância, e a cena do castigo é transmitida mundialmente ao vivo. O diretor brinca com todos esses ângulos e perspectivas.

A violência do filme é trabalhada de modo bastante sofisticado pelo diretor. Quando envolve os vilões é uma violência caricatural. Quando envolve Dave Lizewski, a violência passa a ser mais verossímil e o sangue digital dá lugar ao sangue de corante, tudo isso ao som de uma eletrizante trilha sonora. Poderia enumerar algumas dessas cenas e músicas divertidas, mas isso seria tiraria um pouco da surpresa do espectador.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

CineCrítica - Homem de Ferro 2

A maior qualidade de Homem de Ferro é explorar Tony Stark como o mais falho dos super-heróis do cinema. Obviamente, o perfeito equilíbrio entre ação e humor também não prejudica em nada. Na trama, depois de revelar ao mundo que é o Homem de Ferro, Tony Stark enfrenta novos problemas: a mesma tecnologia que o mantém vivo começa a envenená-lo e um antigo inimigo da família Stark sai das sombras...

Favreau opta por aumentar a quantidade de personagens. É hora de sermos apresentados a Natasha Romanov, Ivan Vanko e Justin Hammer com função de atribular as já complexas relações entre o trio protagonista (Stark, Pepper e Rhodes). É tudo tão meticuloso que sobra até espaço para cenas legais com Happy Hogan e Nick Fury.

É ótima a maneira que Jon Favreau e o roteirista Justin Theroux concatenam as ligações entre os personagens e seus passados. Os dois novos vilões, Vanko e Hammer, são forjados na melhor tradição da Marvel Comics. Motivos justos e métodos bem questionáveis os distanciam da preferência do público. Aliás, não fosse o talento cômico e o carisma de Downey Jr., o próprio Tony Stark causaria repulsa. Como torcer por um sujeito narcisista e arrogante?

Homem de Ferro 2 entrega tudo o que se espera de um filme baseado nos quadrinhos também na ação. As seqüências explosivas são significativas, amarradas à trama e resumem de maneira visual os dilemas dramatizados. Favreu interessa-se também pelos efeitos especiais super bacanas e câmeras por todos os lados registrando a ação e explosões. O que chama a atenção são as armaduras reluzentes, mas o que sustenta o filme são os diálogos.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Crítica Musical - Guns 'n' Roses: Chinese Democracy Tour

Quase um mês depois da frustração do cancelamento do show na Apoteose, o dia nublado trouxe junto grande apreensão aos fãs. O temporal foi o responsável pelas três semanas de espera, mas desta vez, a chuva não estragou o evento. Com muitos clássicos, um grupo de músicos competentes garantiu que os fãs deixassem o local com largos sorrisos no rosto. A noite começou com uma performance da banda Majestike.

A espera pelo próximo show não foi longa, e logo o eterno Skid Row Sebastian Bach estava agitando a galera com seu microfone giratório. O público mostrou mais empolgação com "18 and Life", "I Remember You" e “Youth Gone Wild” do Skid Row; do que com canções solo, como por exemplo, a legal "Back In The Saddle", cover do Aerosmith.

Com o fim da apresentação de Bach, começa a longa espera. Logo depois da primeira hora, com o som já repetindo diversas músicas, o público começou a vaiar e insultar. E eu morrendo de medo que ele ficasse puto e fosse embora de vez. A verdade é que esperar pontualidade de Axl Rose é ingenuidade, por mais que se tratasse de uma madrugada de um dia útil.

Para azar dos que se foram, por volta da uma da manhã, a faixa título de Chinese Democracy mostra que o show começou. Ela foi seguida pela clássica e esmagadora trinca: a unânime "Welcome To The Jungle", a punk "It's So Easy" e a pesada "Mr. Brownstone". O trio de Appetite for Destruction ganhou o público. Em seguida, veio "Sorry", um legítimo pedido de desculpa por nos ter feito esperar tanto. O clima voltou a esquentar com "Better" e "Live and Let Die" (cover sensacional de Paul Mcartney), seguida por "This I Love". Nesse ponto do show, durante a irresistível "Rocket Queen", já era possível atestar a boa qualidade da banda de Axl.

"Street of Dreams" deu prosseguimento à noite, e em seguida vieram a demolidora "You Could Be Mine", e a açucarada "Sweet Child O'Mine", sempre cantada em uníssono por qualquer platéia. Logo depois veio uma seqüência de baladas sensacionais: "November Rain" e "Knockin' On Heaven's Door" (cover emocionante de Bob Dylan). Depois de duas baladas, a escolha foi acertada: a eletrizante "Night Train". Depois, "Madagascar" foi a última de Chinese Democracy a ser executada.Quase acabando, só nos restava curtir a incrível balada "Patience" (para atestar que valeu a pena ter paciência com o longo atraso inicial) e a magistral "Paradise City", uma vez que é impossível saber quando - e se - o Guns voltará.

Set List:
Chinese Democracy
Welcome To The Jungle
It's So Easy
Mr. Brownstone
Sorry
Better
Live And Let Die
This I Love
Rocket Queen
Street Of Dreams
You Could Be Mine
Sweet Child O' Mine
November Rain
Knockin' On Heaven's Door
Night Train
Madagascar
Patience
Paradise City

sexta-feira, 26 de março de 2010

Crítica Musical - Heaven and Hell: The Devil You Know Tour

Mesmo antes de começar o show, gritavam em uníssono: "Sabbath, Sabbath, Sabbath...". Quando a introdução "E5150" foi irrompida pelo pesado som de Tony Iommi, ninguém duvidou que estava diante do Sabbath. O riff de "The Mob Rules" foi a senha para que todos fossem à loucura e começassem a cantar junto com o elfo Ronnie James Dio. Quando Dio entoou "Children of the Sea", demonstrou o talento de uma das grandes vozes do rock. Em seguida veio a boa "I", do disco "Dehumanizer". "Bible Black", canção do novo álbum, "The Devil You Know é o primeiro single do disco e foi muito bem recebido pelo público.

"Time Machine" veio acompanhada de um solo de bateria curto de Vinny Appice. A apresentação de novos temas se seguiu com "Fear", sem dúvida uma das mais interessantes do novo trabalho. Seguiu-se a excelente "Falling Off the Edge of the World", música do "Mob Rules" . O interessante é que um dos pontos altos veio depois da nova "Follow The Tears". O público foi recompensado com um dos maiores clássicos do Black Sabbath, em especial da Dio Era, "Die Young" do "Heaven and Hell". Em seguida veio o momento em que todos esperavam: os gritos de "ô, ô ô ô... " introduziram a canção que dá nome à banda: "Heaven and Hell". O único problema foi a versão estendida da música, um tanto quanto cansativa. Mais curta, daria espaço para mais canções no setlist, mas também a música é o carro-chefe da banda.

A banda deixou o palco sob fortes aplausos, para voltar para o bis com uma ótima música : "Country Girl". Excelente, pena não tocar inteira. "Country Girl" fez parte de um medley que encerrou o show com mais um clássico: "Neon Knights", o petardo que abre o álbum "Heaven and Hell". Todos pularam a exaustão e foram embora com a sensação de ter presenciado um dos grandes espetáculos da nata do som pesado. Uma aula de Rock and Roll com muito peso e talento. Eles podem ser chamados do que quiser, mas o que importa é que eles sempre levarão adiante o legado do bom e velho Black Sabbath.

Set List:
E5150
The Mob Rules
Children Of The Sea
I
Bible Black
Time Machine
Fear
Falling Off The Edge Of The World
Follow The Tears
Die Young
Heaven And Hell
Country Girl
Neon Knights

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Crítica Musical - Living Colour no Circo Voador

O Living Colour demonstrou, em um show intenso, que a carreira da banda vai bem além dos hits, como “Cult of Personality” e “Glamour Boys”, que não ficaram de fora. O Circo Voador, na Lapa, ficou agitado e, em algumas situações, como na música “Open Letter To A Land Lord”, teve seu público emocionado, em meio a um repertório entre versões diversas e interessantes para alguns clássicos e canções que, apesar de não terem alcançado o título de hit, têm qualidade inegável.

Desde o início do show, o público foi bem receptivo, demonstrando um sincero interesse em ouvir a banda, que se caracteriza sempre por misturar diversos ritmos em suas músicas, como o Hard Rock, ritmos caribenhos (como o que marca a música já citada “Glamour Boys”), Pop, ritmos à “Black music”, entre outros.

A banda demonstrou, ao decorrer do show, toda a empolgação de tocar no Brasil e o envolvimento entre banda e público foi marcado por um show receptivo por ambas as partes.

De músicas mais pesadas, como em “Time’s Up”, “Go Away” e a famosa “Type”, a músicas mais tranqüilas e viajantes, como na já citada “Open Letter to A Land Lord”, o repertório abrangeu várias fases da banda. A maior parte das canções recebeu uma roupagem ainda mais pesada, porém altamente bem vinda, do que nas versões originais, graças principalmente à densidade das bases do guitarrista Vernon Reid.

Os solos de cada instrumentista foram, também, um show à parte e serviram para dar um gás para as músicas seguintes no show.

O Bis, tão bem executado como o restante do show, também empolgou em cheio aos fãs, quando foi tocada a balada “Love Rears It’s Ugly Head”, um cover para “Crosstown Traffic” (Jimi Hendrix) e, em seguida, também um cover para “Sunshine Of Your Love”, do Cream.

Um show nada óbvio e muito empolgante, eclético e muito bem executado pelos excelentes músicos que formam o Living Colour, entre eles o renomado guitarrista Vernon Reid e o vocalista inconfundível Corey Glover, que demonstrou ótima forma em todas as músicas, provando sua alta competência vocal depois de tantos anos de carreira.

Colaboração de Rafel Saraiva

sábado, 9 de janeiro de 2010

CineCrítica - Avatar

Pandora, o mundo alienígena que James Cameron (diretor, roteirista e produtor) imaginou, é demais. O ecossistema tem um nível de detalhes surpreendente, como se desenvolvidos por geneticistas. A civilização Na´Vi é um amálgama das grandes civilizações indígenas. Os conceitos de energia e religião do filmeme são bem interessantes principalmente, graças às conexões físicas entre as criaturas Na'Vi e Pandora.

A história é conhecida, quase notória, e os personagens simples. Resumindo: o filme trata da ganância do homem sobre Pandora. O roteiro é pré-digerido e sem surpresas. A cada diálogo clichê há milhares de detalhes gráficos importantes. Worthington, o protagonista, convence tanto quanto paraplégico alquebrado como guerreiro falastrão. Enquanto isso, o Coronel Quaritch (Stephen Lang) se estabelece como um grande vilão de blockbuster (essa categoria de personagem, realmente estava fazendo falta nos filmes recentes de ação e ficção).

O volume absurdo de elementos em tela nunca se sobrepõe aos personagens e seus dramas, nem mesmo no colossal clímax. Em certos quadros vertiginosos fica difícil distinguir até o que é real e o que é criado por computador. As cenas em que humanos e Na´Vi dividem as telas desafiam qualquer percepção.

sábado, 28 de novembro de 2009

CineCrítica - 2012


Seguindo a leva de filmes com situações surreais que levam ao fim do mundo, "2012" não poderia ter outro diretor a não ser Roland Emmerich, mesmo diretor de "Independence Day" e "O Dia Depois de Amanhã".

No grosso, o filme parte de uma previsão feita pelos Maias, que diz que o apocalipse ocorrerá em 2012 através das forças do sol. Dentro desta tese se desenvolve uma explicação que já foi contestada até por cientistas americanos.

Poderia ser mais um filme com este tema, mas desta vez, Roland se superou. Apesar da tese e do roteiro apenas ser direcionado a explicação do fim do mundo o filme tem seus pontos fortes nas cenas de destruição que são as mais elaboradas, mais abragentes e bem produzidas que já vi. Ótimos efeitos.

Além de contar com o ator John Cusack, "O Júri" (2003), "Identidade" (2003), "1408" (2007), que apesar de ter poucos prêmios em sua carreira considero um dos atores que trabalham não para aparecer, mas coletivamente para fazer bons filmes. Ele é o herói do filme que tenta salvar sua família.

Porém, eu tenho uma crítica. Por que todos os filmes de desastres, sejam naturais ou humanos, necessitam ter um herói americano que sacrificaria sua vida para salvar sua família ou o mundo? Por que simplesmente não pode haver o cientista que estuda o evento e acha uma maneira de evitá-lo ou salvar as pessoas do desastre iminente? Sempre tem que haver pessoas comuns que tentam salvar sua família ou seu amor!

Esse heroísmo me enoja. Espero que no próximo evento de destruição do planeta achem uma outra forma de escreverem as cenas de ação sem terem que colocar este tipo de personagem no roteiro. Então, o filme deixará de ser previsível, será diferente, ganhará o meu respeito. Quem sabe o filme não será visto apenas pelas cenas de ação e, sim, por seu roteiro e concorrerá a mais prêmios além dos efeitos.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

CineCrítica - Michael Jackson's This Is It

O que interessa para os fãs é que Michael está ali o tempo todo, dançando muito e comandando tudo. Trata-se de um ensaio com uma puta trilha sonora, recheado com muitas cenas pré-filmadas. Kenny Ortega, diretor do espetáculo, parece estar ali só para cuidar da parte cinematográfica. O filme mostra Michael Jackson como fazendo piadinhas, corrigindo músicos ("faça com amor, A, M, O, R"), ensaiando dançarinos, sempre perfeccionista. “É pra isso que ensaiamos”, repete depois de um esporro. "Queremos dar a eles talento como nunca viram antes", explica o cantor à equipe.

Os hits do astro vêm desde a abertura com "Wanna Be Startin' Somethin" até o encerramento ao som da emblemática "Man On The Mirror". São duas horas de “Beat it”, “Thriller”, “Billie Jean”, “I’ll Be There”, “Black or White”, entre outros sucessos. “Quero como está nos discos”, o rei do pop insiste com os músicos. Numa super produção hollywoodiana, "Smooth Criminal" vem acompanhado de um filme que coloca o cantor dentro do clássico Gilda. Ele foge de bandidos e interage com personagens. Curiosamente, a nova versão de "Thriller", com direito a aranhas gigantes, fantasmas e múmias, descaracteriza um pouco o clássico dos videoclipes. Pelo menos, não mudaram a famosa coreografia apresentada no palco. Pô, eu quero é ver zumbi!

This Is It se restringe a um musical com breves momentos documentais por isso, acho que faltou alguma coisa, o filme acabou rápido demais, sei lá. E se você ficou com gosto de quero mais, fique até o final dos créditos para duas cenas extras emocionantes.

Músicas que são tocadas na íntegra no filme: "Wanna Be Startin' Somethin'", "Jam", "They Don't Care About Us", "Human Nature", "Smooth Criminal" , "The Way You Make Me Feel", "I Want You Back" , "I'll Be There", "I Just Can't Stop Loving You", "Thriller", "Beat It", "The Earth Song", "Billie Jean" e "Man In The Mirror".

terça-feira, 29 de setembro de 2009

CineCrítica - G.I. Joe - A Origem de Cobra

Bem, curto e grosso, pensei que seria um filme Framboesa de Ouro. Essa baixa expectativa que eu tinha gerou uma grande surpresa, pois gostei do que eu vi na tela. Porque o provável seria um produto de qualidade duvidosa, já que a matéria – prima era uma linha de bonecos da Mattel, o desenho animado dos anos 80 e muitas versões revisadas e recontadas de quadrinhos publicados pela Marvel.

Geralmente, quando uma série sofre tantos reeboots está fadada a ser um fracasso quando transportada para à película, contudo o G.I. Joe do cinema me surpreendeu com um roteiro bem razoável, algumas boas cenas de ação (muitas mentiras desnecessárias também vide a batalha subaquática, o que é um ponto negativo do longa), um elenco entrosado e algumas piadas bem encaixadas na trama. Eu diria que entre os blockbusters receberia uma nota entre 7 e 8, sendo assim, já valendo a pena a ida ao cinema.

O G.I. Joe é um grupo de soldados de elite de diferentes nacionalidades que usa tecnologia para deter o corrupto vendedor de armas chamado Destro e o surgimento da organização terrorista Cobra, que quer acabar com o mundo. O roteiro é bem mastigado, seguindo a cartilha de Hollywood (tá bom, nem sempre isso acontece, mas deveria), não tem como sair com dúvida de quem é quem e porque estava agindo daquele jeito. Para isso, o diretor usa e abusa de flashbacks, com o motivo de não dar tempo ao público relaxar e assim, a cada uma daquelas piscadas mais lentas, traz memórias antigas, com mais cenas de ação, como não deveria deixar de ser nesse tipo de filme.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

CineCrítica - Arraste-me para o Inferno

No mundo da fantasia, as coisas pequenas da vida parecem acarretar grandes perrengues, e quando vai se negar uma extensão no crédito de uma velhinha muito da feia, as coisas não são diferentes. A volta de Sam Raimi (Evil Dead, Spider-Man) aos filmes de horror marca também a volta das cenas que te fazem rir no meio de semblantes amedrontados. Ninguém vai dizer que é terrir, mas, ainda sim, haverá algumas cenas no mínimo cômicas.

Contar o final? Eu bem que poderia, mas alguns podem se divertir com a reviravolta, apesar do bom expectador saber exatamente quando é o final, quando é para rir e quando é para levar susto. Tudo o que acontece é antecedido por algum sinal, certas vezes óbvio.

O papel da protagonista Cristine Brown, interpretada por Alison Lohman (Big Fish), na verdade, era destinado, originalmente, a Ellen Page (Juno) que largou o projeto semanas antes das filmagens. A substituta fez o possível, mas considerando um personagem que foi alvo de uma maldição absurda, vítima de uma perseguição "pré-datada" por uma entidade das trevas coisa-ruim, Cristine permaneceu deveras branda, principalmente no fator psicológico. Até Sally Hardesty (The Texas Chain Saw Massacre) mostrou que a psique humana tem lá seus limites quando enlouqueceu de verdade no fim do massacre.

domingo, 26 de julho de 2009

CineCrítica - Harry Potter e o Enigma do Príncipe

Emoção! Talvez a melhor palavra de definição. À parte da ação, o novo episódio da série do bruxo inglês transmite, apenas, uma grande preparação para os futuros eventos que se seguiram nas duas últimas partes da adaptação. E mesmo agora, após tantos livros adaptados os fãs (normalmente os fãs) ainda se atrevem a fazer comparações, e a palavra adaptação (mais) uma vez em nunca é levada em consideração.

Digo que não li o livro, na verdade não li nenhum deles. Não saberia dizer se seria algo bom, pois daria maior imparcialidade. Enfim, o grosso da película fala basicamente sobre romances adolescentes (chove-não-molha de praxe), em paralelo com os dois planos maniqueístas, mais as recreações como o tal esporte quadribol, entre outras atividades colegiais.

O amadurecimento de todo o elenco é visível, o que não quer dizer que há, de fato, tantos destaques. O veterano Alan Rickman que interpreta Severo Snape, por exemplo, agora com um papel mais sólido na trama, mostra uma versatilidade de dar inveja, tanto em cenas cômicas, quanto às mais sérias e àquelas em que não precisou dizer muito, pois pairava o cabível silêncio.

Quanto aos efeitos visuais e o domínio dos planos de câmera, todos fazem jús a grande produção e o nome da franquia Harry Potter. Sete livros para oito filmes, uma das autoras mais ricas do mundo e o ator mais endinheirado do Reino Unido.

CineCrítica - Tranformers 2 - A Vingança dos Derrotados

Claro que o primeiro filme é necessária a introdução do enredo e apresentação dos personagens. Isso favorece a sequência pode e deve deixar fluir mais a ação. Mas esta sequência, com certeza, é melhor que o primeiro filme.

Pois mesmo sendo sequência, este enredo é mais original que o primeiro, que é adaptado dos desenhos. É um ótimo enredo com algumas surpresas, mas o roteiro, mal escrito, pecou muito quando criaram uma robô mulher. Tirou a essência do filme.

Houve um melhor aproveitamento dos elementos que fizeram do primeiro filme um sucesso, os atores tiveram melhores e maiores participações e atuações. Megan Fox está cada vez mais linda. Em minha humilde opinião, a mulher mais sexy do mundo, mas ainda falta para ser uma ótima atriz como Angelina Jolie, e Shia LaBeouf está amadurecendo.

Os efeitos são muito melhores e o diretor Michael Bay abusou dos melhores efeitos que a Dreamworks oferece. Os efeitos e sons perfeitos, com ótimas cenas de ação, dispensam comentários, no mínimo serão indicados ao Oscar 2010. Neste ano ainda não vi nada superior. Portanto, quem não assistiu a este filme no cinema perdeu um grande show de efeitos.